sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Sara Montiel 1970s "Quizas, Quizas, Quizas"
Quizás, Quizás, Quizás
Osvaldo Farrés
Composição: Osvaldo Farrés
Siempre que te pregunto
Que, cuándo, cómo y dónde
Tú siempre me respondes
Quizás, quizás, quizás
Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás
Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?
Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás,
Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?
Y así pasan los días
Y yo, desesperando
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás
domingo, 15 de Novembro de 2009
Saeta por Diana Navarro "El Cautivo"
SAETA QUE INTERPRETA LA CANTANTE MALAGUEÑA DIANA NAVARRO AL CAUTIVO EN LA MAÑANA DEL LUNES SANTO EN MÁLAGA
sábado, 14 de Novembro de 2009
Diana Navarro - "Deja de volverme loca" , (en el programa de TVE "Ratones Coloraos)
Pasion Vega y Antonio Banderas - No se porque te quiero
Estracto del programa El loco de la colina de TVE1
Pasión Vega "Malagueña Salerosa"
Que bonitos ojos tienes
Debajo de esas dos cejas
Debajo de esas dos cejas
Que bonitos ojos tienes
Ellos me quieren mirar
Pero si tú no los dejas
Pero si tú no los dejas
Ni siquiera parpadear
Música:
Malagueña salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus
Labios quisiera
Y decirte niña hermosa
Que eres linda y hechicera
Si por pobre me desprecias
Yo te concedo razón
Yo te concedo razón
Si por pobre me desprecias
Yo no te ofrezco riquezas
Te ofrezco mi corazón
Te ofrezco mi corazón
A cambio de mi pobreza
Música:
Malagueña salerosa
Besar tus labios quisiera
Besar tus
Labios quisiera
Y decirte niña hermosa
Que eres linda y hechicera
Que eres linda y hechicera
Que eres linda y hechicera
Como el candor de una rosa
Y decirte niña hermosa
Antonio Molina - "María de los Remedios"
Película: El pescador de coplas
Tema: "María de los Remedios" (Zambra)
(Perelló - Montorio)
INEDITO ANTONIO MOLINA - CUANDO SIENTO UNA GUITARRA 1964 TVE
Joan Manuel Serrat y Juanito Valderrama -- Pena mora
Canción en chiriguano recreada por Silvia Barrios
Dos Gardenias
A typical image of a romantic triangle in latin culture.
Contemporary Latin Ballet.
Music by Elliot Goldenthal and Buena Vista Social Club
Ibrahim Ferrer - "Dos Gardenias"
Tom Brasil - São Paulo - abril/1999 - Heineken Concerts
Afro Cuban All Stars
Felix Baloy Valdés Santiez - voz
Alberto Munhoz Martinez - trombone
Alejandro Pichardo Pérez - trompete
Amado Valentin Valdés Pérez - pailas
Omara Portuondo - voz
Angel Terry Domech - tumbadoras
Orlando "Cachaíto" López - baixo
Carlos Gonzalez Cárdenas - bongô
Daniel Jesus Alayo - trompete
Teresa Caturla - percussão
Guilhermo Gonzalez Camejo - piano
Ibrahim Ferrer - voz
Jesús Ramos Redonet - trombone
Juan De Marco Cardenas - voz/ tres
Manuel Licea Lamont - voz
Rubén González - piano
Compay Segundo y sus muchachos
Compay Segundo - violão/voz
Benito Suárez - guitarra
Salvador Repilado - baixo
Hugo Garzón - percussão
Rafael Navarro - voz/percussão
Ibrahim Ferrer & Omara Portuondo - Quizas Quizas
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
domingo, 8 de Novembro de 2009
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
O LIMOEIRO ONTEM E HOJE

Aspecto da prisão do Limoeiro (hoje CEJ = Centro de Estudos Judiciários) no tempo em que Bocage lá esteve preso.Centro de Estudos Judiciários

Sabe-se que nesse lugar existiu um paço que terá servido de residência real desde o tempo de D. Afonso III.
Esse edifício teve, ao longo da história - por vezes, em simultâneo - vári
as denominações.Foi "Paços de a-par-de S. Martinho" por se situar em frente da igreja paroquial que tinha como orago o referido santo, tida por uma das mais antigas de Lisboa. O Paço e o templo estavam ligados por um arco ou passadiço.
Foi "Paço dos Infantes", tendo sido aventado que essa denominação derivou de nele terem habitado os filhos de D. João I. Júlio de Castilho, ilustre olisipógrafo, sustentou ser outra a origem da denominação, defendendo que os Infantes que deram nome ao paço devem ser os filhos do Rei D. Pedro I e de D. Inês de Castro, os célebres D. João e D. Dinis. Esta tese encontra arrimo no cronista Fernão Lopes que, referindo-se a factos do tempo do Rei D. Fernando, diz que o soberano "pousava estomçe nos paaços que chamavom dos Iffantes, que som açerca dessa egreija". A ser verdade, como parece resultar do texto do cronista, que já no reinado de D. Fernando o paço era conhecido como "dos Infantes", esta denominação não poderia referir-se aos filhos do Mestre de Avis e de D. Filipa da Lencastre.
Outra denominação foi a de "Paços da Moeda". É sabido que a oficina dos moedeiros, no tempo de D. Dinis, funcionava no Campo da Pedreira, no
Bairro de Alfama, junto às casas da Universidade. Com a transferência para Coimbra, no ano de 1308, do Generale Studium, os moedeiros ficaram a ocupar-lhe o lugar. Regressada a Universidade a Lisboa, em 1338, a oficina de fabrico de moeda foi instalada nos "Paços de a-par-de S. Martinho – em parte deles ou em edifício contíguo -, o que originou a nova denominação "da Moeda".Presumindo-se que os moedeiros estiveram instalados nos Paços entre 1338 e pelo menos 1354, admite-se ter sido esse o local de realização das Cortes de 1352, cujos capítulos gerais atestam que a assembleia teve lugar "nos moedeijros".
O Rei D. Pedro I, nas suas deslocações à cidade de Lisboa, pousava nos Paços a-par de S. Martinho, preferindo-os aos da Alcáçova.
O sucessor de D. Pedro revelou idêntica predilecção, tendo o referido Paço Real servido de residência a D. Fernando e D. Leonor Teles.
Durante a crise de 1383-1385, o Paço Real de a-par-de S. Martinho foi o cenário de acontecimentos dramáticos, narrados magistralmente pelo cronista Fernão Lopes.
Referimo-nos à tarde de 6 de Dezembro de 1383 e ao assassínio de João Fernandes Andeiro, conde de Ourém, às mãos de D. João, Mestre de Avis, e de Rui Pereira, que teve lugar no referido paço, numa sala contígua à câmara régia. Seguiu-se um verdadeiro tumulto na cidade de Lisboa, orquestrado pelos partidários do futuro D. João I, pelo que, só na calada da noite e em segredo, a Rainha D. Leonor Teles mandou sepultar, na Igreja de S. Martinho, o corpo do conde assassinado.

O novo monarca utilizou o paço como residência durante algum tempo, enquanto não acabavam as obras que mandara realizar nos Paços da Alcáçova. No entanto, no início do século XV, o local já ganhara mais uma denominação: a de "Paços do Infante herdeiro", por ser local de residência do infante D. Duarte.
Por essa altura, numa parte das dependências do paço, estavam instaladas as Comendadeiras do Mosteiro de Santos-o-Velho, de que era superiora Inês Pires (ou Peres), de quem D. João I tivera, fruto de amores juvenis, dois filhos: D. Beatriz de Portugal e D. Afonso, que veio a ser conde de Barcelos e 1º duque de Bragança.
Há notícia de que, em meados do século XV, residiram neste paço as irmãs de D. Afonso V – uma delas a infanta D. Leonor, futura imperatriz da Alemanha pelo seu casamento com Frederico III.
No tempo de D. João II, o Paço de S. Martinho, sede do Desembargo do Paço, já funcionava como cadeia e ganhara um novo nome: Paço do Limoeiro ou, mais simplesmente, Limoeiro, em alusão a uma árvore que existia – supõe-se - no local e caracterizava o sítio.
D. Manuel I empreendeu importantes obras no paço. Conta Damião de Góis, referindo-se ao monarca: "Fez de novo em Lisboa junto da igreja de São Martinho os Paços da Casa da Suplicação e do Cível, e cadeia do Limoeiro, obra muito magnífica, e sumptuosa, onde dantes fora a casa da moeda (...)."
Foi assim, com esta dupla função de cárcere (em baixo) e de Tribunal (nos pisos superiores), que o Limoeiro se manteve até ao século XVIII.Ao Limoeiro eram conduzidos todos os condenados ao degredo nos territórios ultramarinos, a fim de aguardarem nas suas enxovias o dia do embarque.
Saliente-se que no Limoeiro existiam duas cadeias: a Cadeia da Cidade e a Cadeia da Corte, que eram distintas.
No tempo de D. João V, o Limoeiro recebeu beneficiações.
No fatídico dia 1 de Novembro de 1755, a terra tremeu violentamente em Lisboa. O grande terramoto semeou destruição e morte. O Limoeiro ficou seriamente danificado, produzindo-se a derrocada total da Cadeia da Cidade e parcial da Cadeia da Corte, havendo notícia de que os presos puseram-se todos em fuga. Apesar da severidade dos danos, o prior da paróquia de S. Martinho, respondendo ao inquérito efectuado, em 1758, aos diversos párocos da cidade, indicou terem morrido na área da sua paróquia, vitimadas pelo terramoto, apenas trinta pessoas. Na mesma resposta, o prior informa que a Cadeia da Corte já estava, ao tempo, reabilitada.
Do edifício do Limoeiro foram retirados os tribunais da Casa da Suplicação, transferidos para as casas históricas dos condes de Almada, junto ao Rossio.
No século XIX, pensou-se, segundo Júlio de Castilho, "na edificação de uma boa cadeia pública, segundo as normas da higiene, e as prescrições da boa polícia moderna".
Realizadas as obras, o edifício ficou, a partir daí, com uma configuração exterior já próxima da actual. Do magnifico paço
medieval, coroado de torres e coruchéus, de que nos falam algumas crónicas e estampas antigas, só restou a memória histórica e a evocação romântica de Herculano no seu Monge de Cister.O poeta Pedro Correia Garção (em 1771), o poeta Barbosa du Bocage (1797), o pintor Domingos Sequeira (1808) e o escritor Almeida Garrett (1827) foram algumas das personalidades de vulto que conheceram os cárceres do Limoeiro. Também Hipólito da Costa, fundador, em 1808, do Correio Brasiliense (ou Armazém Literário), primeiro órgão da imprensa brasileira (ainda que publicado no exterior), foi um dos infortunados que passaram pela célebre prisão.
É negro o quadro traçado por Oliveira Martins, reportando-se ao Limoeiro no tempo do terror miguelista: "Os homens eram amontoados, empurrados a pau para a sociedade dos assassinos, nessas salas imundas, habitação de misérias informais. Davam-lhes sovas de cacete miguelista, e por dia um quarto de pão e caldo, onde flutuava, raro, alguma erva" (Portugal Contemporâneo).
Nos finais do século XIX e inícios do século XX, multiplicaram-se as críticas ao funcionamento da cadeia do Limoeiro, referida por Francisco de Melo e Noronha como "a escola repugnante de todos os vícios, a nódoa immunda que envergonha a nossa capital aos olhos dos estrangeiros (...)".
Atingido por diversos incêndios, como os de 1918 e de 16 de Maio de 1933, as obras de reconstrução e remodelação do edifício prolongaram-se pela década de 1940.
A cadeia ainda se manteve em funcionamento durante breves meses, após 25 de Abril de 1974. Em Julho desse ano, com a transferência dos presos que aí se encontravam para outro estabelecimento prisional, encerrou-se um longo capítulo da história do Limoeiro.
Tendo acolhido, transitoriamente, alguns portugueses retornados das antigas colónias africanas, as
instalações do Limoeiro estiveram durante alguns anos desocupadas, até que, em Dezembro de 1979, foram atribuídas ao Centro de Estudos Judiciários.Iniciou-se, então, uma nova história.
São órgãos do CEJ: o director, o conselho de gestão, o conselho pedagógico, o conselho de disciplina e o conselho administrativo.
O conselho de gestão do CEJ é presidido pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
O director do CEJ é nomeado por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro da Justiça de entre magistrados, professores universitários ou advogados, ouvido o conselho de gestão, em regime de comissão de serviço, por períodos renováveis de três anos. O director preside ao conselho pedagógico, ao conselho de disciplina e ao conselho administrativo.
quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
quinta-feira, 10 de Setembro de 2009
quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
sábado, 29 de Agosto de 2009
Charles Chaplin, "Limelight", soundtrack
O primeiro filme que eu vi no cinema.;-))))) Nunca mais me esqueci de trautear a música!!
sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
SABOR A MI - LUCHO GATICA
Cha-cha-cha ou mambo com fotos de tango.....eeheheh....O importante é dançar, dançar, dançar.............
quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
"Minha História" - Chico Buarque
Que bom que é voltar a ouvir músicas destas!!!...............
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Mina - "Esperame en el cielo"
Esta sim, a versão utilizada por Pedro Almodóvar!! Quem a canta é Mina!!!
"Esperame en el cielo" - Antonio Machín
Aqui numa versão de Antonio Machín!!! Que eu adoro!!!! ;-))))
Lucho Gatica - "Esperame En El Cielo"
Lucho Gatica, melhor intérprete de ESPERAME EN EL CIELO, de todos os tempos,é Chileno de Rancagua.Vive em Los Angeles desde os anos 50.
Para mim, lembranças de Almodovar en "El Matador", com outra versão de uma voz feminina que, de momento, perdoem-me, mas não me lembro de quem.
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Rita Hayworth & Fred Astaire: So Near and Yet So Far
Rita Hayworth & Fred Astaire: The "So Near and Yet So Far" number, from You´ll Never Get Rich. Music from Cole Porter.
Swing Time - Rogers and Astaire
In this Swing Time clip, Lucky, Astaire, saves Penny's, Rogers, job by showing how much she has taught him.
The first true dance number with the two, the other being with Fred fumbling and pretending to be a terrible dancer. Both scenes, however, go to the same song, Pick Yourself Up, this scene without lyrics and much more lively with the other more calm, with lyrics, between the two.
Music by Jerome Kern and Lyrics by Dorothy Fields
domingo, 23 de Agosto de 2009
Fred Astaire - Puttin' On the Ritz
Um dos meus Musicais preferidos!!! E um artista também!!!
sábado, 22 de Agosto de 2009
Salir de Matos
Nas granjas, os monges cultivavam directamente a terra, o que aconteceu nos primeiros tempos, após a doação de D. Afonso Henriques (datada de 1153), do imenso território dos coutos de Alcobaça à Ordem de Cister.
A Salir do Mato – assim se chamava na época, foi concedida carta de povoação pelo Abade D. Martinho III, a 25 povoadores, no dia 1 de Janeiro de 1321 (Pergaminho existente na Torre do Tombo – IANTT, Most. Alc. Maço 27, doc. 20, 1.ª inc.), mas era uma povoação sem paróquia própria, porque através da demarcação de 9 de Novembro de 1296, fora integrada na paróquia de Alvorninha.
Durante muitos anos, as pessoas de Salir do Mato percorreram um longo e atribulado caminho para irem à missa em Alvorninha.
Num livro existente na Torre do Tombo, referem-se as razões que levaram as pessoas de Salir do Mato a requererem ao Papa Pio IV, a desanexação da paróquia de Alvorninha (IANTT, Mosteiro de Alcobaça, Livro 92, Micro-fime n.º 0482): «Mas porque ficavam em distância mais do que uma légua da dita Igreja de Alvorninha, em cujo caminho havia quatro ribeiras que no Inverno lhe tolhiam a passagem, e por isso muitos ficavam sem ouvir missa e os velhos sem sacramentos, pelo que impetraram Bulla do Papa Pio 4.º, para se desanexarem da dita Matriz e erigirem uma Igreja nova na dita Villa de Selir, em que se lhe dissesse Missa e administrassem os Sacramentos…».
Pediram e foi-lhes concedido, com o apoio do Cardeal D. Henrique, Abade Comendatário de Alcobaça e futuro Rei de Portugal, filho de D. Manuel I, irmão de D. João III (que reinava nessa época), que no ano de 1565 – já lá vão 442 anos – criou a paróquia de Salir do Mato.
No ano de 1566 ficou pronta a nossa Igreja - já passaram 442 anos - tendo sido o seu primeiro pároco o Padre Fernando Annes.
Salir do Mato era nessa época, Vila e Concelho dos coutos de Alcobaça, e nessa qualidade tinha: um juiz, dois vereadores, um procurador do concelho, um escrivão da Câmara, tabelião, almotacel e meirinho.
Há uma descrição da Vila de Salir de Matos, que refere a existência de: Pelourinho, Casa da Câmara, Sala de Audiência e Cadeia, bem como de equipamentos do Mosteiro: celeiro, lagar, adega e casa do administrador.
Mas porque se comemoram os 250 anos da reconstrução da nossa Igreja?
O terramoto de 1755 destruiu muitas Igrejas no país, para além da área de Lisboa.
No que respeita a Salir de Matos, refere-se nas Memórias Paroquiais de 1758, que os telhados desabaram, existindo um documento na Torre do Tombo, que refere várias obras efectuadas nessa altura, na Igreja de Salir de Matos.
Se repararem no arco de cantaria da Capela-mor, verão a inscrição da data de 1757. É essa a data de realização das obras.
Como diz a Professora Iria Gonçalves, no prefácio do Livro Salir d’Outrora: «Um povo sem história, ou, melhor, sem conhecer a sua história, sem a posse das suas memórias colectivas, é um povo incompleto, sem a profundidade e a segurança que o domínio consciente das suas raízes inteiramente assumidas, lhe pode dar».
terça-feira, 18 de Agosto de 2009
segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
HISTÓRIA DA OPALINA

Muito apreciadas e valorizadas, as opalinas apareceram na França no ano de 1840, sendo seu primeiro fabricante a cristaleria de Baccarat. Nasceu de um erro da manufatura francesa, pois uma mistura de areias destinada ao fabrico de uma massa de cristal, repentinamente se apresentou com um colorido e decomposição de cor, meio nebuloso, que lembrava a opala, pedra que possui as cores do arco-íris. Daí o nome "Opalina".
Tornando-se moda no período romântico, vamos encontrar neste material os mais diversos objetos: lavatórios, lustres, castiçais, caixas, vidros para perfume, copos, jarros, enfim uma série de peças ornamentais e algumas de utilidade. Além da Baccarat, outras fábricas fizeram cristal de opalina: São Luís, Clichy e, na Bélgica, Val Saint-Lambert.
As cores da opalina são poucas, embora de tonalidades variadas: as mais raras são as amarelas, cor de gema de ovo. As rosas aparecem em diversas tonalidades, desde o rosa intenso cor de goiaba, até o rosa seco. As verdes apresentam-se na cor verde-alface, verde-folha e verde-água. As azuis vão desde o azul-cobalto (azul-real), ao azul-turquesa, ao azul-lavanda e levemente lilás. As mais comuns e menos valorizadas são as brancas que como curiosidade possui na sua composição o arsênico, um poderoso e fatal veneno.
Peças de grande valor são as compostas de duas ou mais cores. São peças raras devido às emendas feitas nas cores, pois cada peça de cor diferente tem que ter o ponto de fusão igual, para que não se rache ao ser emendada. As opalinas douradas e pintadas à mão também são raras, pelo facto de a opalina não suportar o calor do forno para secar a pintura e sua decoração.
Alguns potentados do Oriente, notadamente da Pérsia e da Turquia, encomendaram Baccarat; daí encontrarmos exemplares de gosto oriental, conhecidos sob a denominação de "turquérie" ou "à la turque", decoradas com gosto oriental ou ainda com decoração de esmalte em relevo, com a presença de pequenas pedras em "cabuchon" e colorido variado. Nas tampas das garrafas nota-se uma característica bem oriental: sua forma lembra os minaretes pontiagudos das inúmeras mesquitas do longínquo oriente
Por volta de 1170 vão aparecer, ou auge da Era Vitoriana, as opalinas mais leves, com suas bocas plissadas, conhecidas pela denominação de opalinas da Boémia: fruteiras, cornucópias, pratos, lustres e vasos que recebem essa decoração de gosto vitoriano; pássaros e flores, às vezes em relevo, principalmente a chamada flor-da-saudade, a fúcsia, a rosa-de-bess, os brincos de princesa e borboletas aparecem pousadas então, singelamente, nos galhos de flores. Surgem nesse período as opalinas duplas, feitas inicialmente em branco e depois capeadas de outra cor. Já no final da época Vitoriana, aparecem as opalinas inspiradas no "art-nouveau" que apenas pela sua decoração característica relatam e documentam uma época perto de nós e realmente consideradas até pouco tempo de gosto duvidoso.
Em 1980 uma fábrica francesa, com o nome de "Portieux" copiou peças Baccarat, prensando-as, as quais, fabricadas em opalinas e cristal, eram de gosto popular. São manteigueiras em forma de conchas, caixas, saleiros, etc. Logo depois do aparecimento dessas peças, as opalinas entraram em decadência e chegou ao fim o seu fabrico. Mais recentemente a fábrica de Baccarat produziu peças de opalina em forma moderna, mas sem a beleza e aquela categoria imensas que possuem as peças fabricadas há muitos anos pela mesma cristaleria, as quais, talvez o primitivismo e o próprio tempo tenham enobrecido.
HISTÓRIA DO "JEANS"
A história começa por volta de 1850, quando o jovem Levi Strauss de 24 anos, imigrante judeu da Bavária vai para os Estados Unidos vender um produto para os mineiros.
A sua intenção era levar lona para fazer tendas e toldos para carroças, só que os mineiros queriam roupas para o trabalho pesado. Inspirado por essa sugestão, Levi Strauss leva um mineiro a um alfaiate e com seu estoque não vendido de um tecido de cor escura, produz para seu freguês uma nova calça. A partir de então, estava a nascer o jeans.
ORIGEM DA PALAVRA JEANS
A raiz da palavra Jeans foi notada pela primeira vez em 1567 como Genoese ou Genes, um termo usado na descrição das calças dos marinheiros da cidade de Gênova/Itália.
Os rebites de reforço foram patenteados em 1873 por Levi Strauss e Jacob Davis. Tachinhas de cobre foram utilizadas para dar uma maior resistência aos bolsos que não estavam a resistir ao peso colocado neles. Os pontos críticos das calças foram reforçados, tornando-as mais duráveis.
O feitio das calças pode ser:
Cut Boot (Corte para botas): uma variação do antifit, tem a perna um pouco mais larga do joelho para baixo, para facilitar o uso de botas para dentro da calça.
Tigh Fit ou Slim Fit (caimento justo, apertado): com cintura baixa, tipo Saint-Tropez, marca bem os quadris e tem as pernas justas, com corte afunilado ou reto.
Oversized (tamanho exagerado) : é o jeans bem folgado.Suas formas amplas não favorecem as mais baixas (achatam a silhueta) nem as gordinhas (parecem ainda mais gordas). Base extra dimensionada de cintura larga, quadril desestruturado e pernas amplas.
O JEANS E AS GERAÇÕES
Novas modelos como Marilyn Monroe e Jayne Mansfield também usavam jeans apertado para mostrar como uma trabalhadora tradicional poderia ser sexy.
Há o aparecimento do movimento hippie e eles adoravam o jeans pois não era caro e era funcional. Jaquetas e calças jeans viraram febre para uma juventude independente que se reunia e celebrava seu estilo de vida em festivais de rock como Woodstock e Monterey. Desde sua invenção, o jeans já vestiu trabalhadores, cowboys e jovens rebeldes.
CHRISTIAN DIOR - HISTÓRIA E CURIOSIDADES
| Um homem tímido e aparentemente comum, Christian Dior (1905-1957) transformou a maneira de se vestir após a Segunda Guerra Mundial e criou o estilo dos anos 50. Quando todos previam simplicidade e o conforto, ele propôs o luxo e a feminilidade extrema, copiados por mulheres do mundo inteiro. A grife Christian Dior sobreviveu ao seu criador e ainda hoje é sinónimo de luxo e sofisticação. Desde 1997, o inglês John Galliano é quem está à frente das criações da marca.
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| Reprodução | |
![]() | |
| O "tailleur Bar", símbolo da primeira coleção assinada por Christian Dior |
sábado, 15 de Agosto de 2009
quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
HOTEL AVIS - HOTEL SHERATON


Em 1931, decidiu converter o palacete, com o jardim e respectivos anexos, num hotel de luxo, radicalmente transformado, segundo orientação do seu proprietário, com a colaboração do Arquitecto Vasco Regaleira e inaugurado, em 24 de Outubro de 1933, com a designação de HOTEL AVIS.

segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Happy Birthday Mr. President
Quanto a mim, uma imagem muito triste do que foi uma Diva. Triste porque teve uma vida muito infeliz, apesar da sua beleza e do seu talento. Ingenuidade? Talvez. "Mundo Cão", certamente.
Vozes femininas portuguesas da actualidade
Para quem ainda não as conhece, aqui fica, para ter em conta!
Texto e imagem adaptados da revista Máxima.
Sónia Tavares"O perene mistério pop
Fica-se sempre à espera, quando começa a cantar, que aborde Lili Marleen, como Marlene Dietrich, ou que desvende Broken English, nos mesmos parâmetros de Marianne Faithfull. A voz grave convida ao mistério, o sábio resguardo a que se remete adensa a aura indecifrável que a cerca, uma dúzia de anos depois de se ter revelado como aquela que pode pairar sobre a música magnética dos The Gift. Tem perfil de dama antiga e assume a sedução despreocupada com os públicos. Mas pode ser andrógina e robótica. O maior dos contrapontos é que também aprendeu a abraçar Amália, nunca procurando a cópia, mas ensaiando uma convincente tradução para outras línguas musicais. Femme fatale? Também, mas mais. É uma guerreira de salão – e encanta sempre, sem perder a noção da distância, do segredo."
Carminho"A alma cheia de Fado
É no Fado que respira, que repousa, que se reequilibra. Porque, mesmo descendo às profundezas do espírito, o compasso musical é mais calmo do que uma vida que já passou por “longes terras” e por experiências-limite em voluntariados que a teriam obrigado a crescer, se essa maturação não fosse uma exigência própria. É no Fado que se aventura, assumindo os (des)amores sublimes de David Mourão-Ferreira, Alexandre O’Neill e Aldina Duarte, seguindo os desenhos de uma Lisboa que some e reaparece nos nevoeiros do tempo, escrevendo à cidade ou a uma figura de ficção (Leslie Burke, criada por Katharine Peterson). É no Fado que se percebe como faz sentido que a sua voz pareça mais velha e vivida do que o olhar entusiasmado. Assim que Carminho começa a cantar, tudo está certo. E é magnífico."
Marta Hugon"O imenso sorriso do jazz
Filha de outra época e de outra geografia, poderia ser chamada a ombrear com Helen Merrill. Com Rosemary Clooney. Com Peggy Lee. Com Dianne Schuur. Porque, como elas, ajuda a resgatar ao poder negro os direitos exclusivos sobre o Jazz. Porque, como as damas de trunfo, faz corresponder a voz, segura e doce, a uma imagem que é uma poderosa aliada, coroada pelo sorriso que tantas vezes a acompanha em palco. Porque, como as ilustres antecessoras, percebe que as barreiras estilísticas são empecilhos descartáveis para quem acredita na universalidade do que faz: não hesita em juntar Dave Matthews, Paul Simon, Chico Buarque aos clássicos do género que lhe serve de referência, mas não de limite. É cantadora de histórias, que convoca para a sua vida. Como se nunca tivessem conhecido outras paragens."
Marta Mateus"A rainha de todas as farras
É fácil imaginá-la a descer o Chiado, alegre e colorida, voz a fazer tangentes à surpresa e a acariciar a provocação que é juntar o fado ao ska, o flamenco à java. Fica bem na noite de Mouraria, não destoa na manhã soalheira das Avenidas Novas. Condomínios fechados é que não. Precisa da plateia, do vadiar, da mestiçagem, das idas e regressos, do humor e das angústias, do cosmopolitismo e da excursão suburbana. Vive no palco, mas não se arvora em personagem. Desafia, por instinto de sobrevivência. Lidera uma seita de músicos, vindos “das melhores proveniências”, que assumem o artesanato e a alma até Almada. É rainha dos arraiais, princesa dos desvalidos, diva da sua rua e de todas as que a receberem. Marta Mateus é a Miranda dos Oquestrada. Podia ser Carmen, de quem é herdeira sentimental."
Adriana"A paixão de todos os cantos
Um camaleão ou uma criadora à procura de lugar próprio? Não se aplica a lei das incompatibilidades: nos saltos – não sobressaltos – do swing para a Bossa Nova, das melodias que já nascem intemporais para os climas temperados de rock, tudo é vivido com a pureza da primeira vez. A questão é que Adriana, que ouviu por cá, estudou por lá (Berkeley, Estados Unidos da América) e assimilou por toda a parte, parece ter um prazer, felizmente transmissível, em se embrenhar neste labirinto de estilos, sem pressa de definir balizas e excluir alternativas. Ora esta brincadeira, muito mais toca-e-foge do que “apanhada”, é muito séria por quem compõe, escreve, canta e toca, mudando a voz à medida da necessidade, transformando a imagem em função do desejo. Bate leve, levemente – e o light não bate assim."
Texto e imagem adaptados da revista Máxima.
terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Isto nunca mais volta a acontecer...
Três+Um grandes nomes da Música, dois deles já não estão presentes entre nós, daí que esta conjunção nunca mais volta a acontecer.
Obrigada António!









